Novo circuito de Madri gera preocupação por alto risco de acidentes
Traçado em Madri se revela um pesadelo para os carros com barreiras perigosas e alta exigência técnica.
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A estreia do complexo IFEMA no calendário da Fórmula 1 tem sido marcada por uma série de incidentes que colocam em xeque a segurança do traçado espanhol.
Desde as primeiras atividades de pista realizadas na última sexta-feira, 11 de setembro de 2026, pilotos e chefes de equipe classificaram o circuito como um devorador de carros. A proximidade excessiva das barreiras de concreto e a complexidade técnica do desenho de 5,414 km de extensão elevaram o nível de alerta entre os competidores.
O histórico recente reforça a preocupação. Durante um teste da Fórmula 3 em agosto, foram registradas 19 bandeiras vermelhas, a maioria causada por colisões contra os muros. Já nas atividades oficiais de sexta-feira, a Fórmula 2 sofreu cinco interrupções, incluindo um grave acidente do piloto Tasanapol Inthraphuvasak na curva 18, que resultou em incêndio. Na Fórmula 1, o treino foi interrompido após uma batida de Arvid Lindblad na curva 13.
George Russell, piloto da Mercedes, descreveu o local como o mais arriscado do calendário, comparando a velocidade das curvas ao circuito de Jeddah, mas com margem de erro praticamente inexistente. Max Verstappen reforçou a percepção de perigo, destacando a necessidade de evitar o contato com as barreiras para manter o carro intacto.
O traçado, que substitui o Circuito de Barcelona-Catalunha, conta com 22 curvas, incluindo a chamada La Monumental, que possui uma inclinação de 24% e se destaca como a seção curva mais longa da temporada. A corrida principal do Grande Prêmio da Espanha está confirmada para este domingo, 13 de setembro, com um total de 57 voltas.