Recorde de horário no US Open levanta críticas sobre calendário
Maratona inédita no US Open levanta debate sobre horários e bem-estar de atletas e público.
Foto: Reprodução
A vitória de Ben Shelton sobre Carlos Alcaraz nas quartas de final do US Open 2026 terminou às 3h33 da madrugada de quarta-feira, marcando o encerramento mais tardio na história do torneio.
O confronto, que durou 4 horas e 29 minutos, começou após as 23h de terça-feira devido a atrasos acumulados por três partidas anteriores realizadas no Arthur Ashe Stadium. O placar final de 6-7, 6-1, 6-3, 1-6, 7-6 garantiu a vaga de Shelton nas semifinais, onde enfrentará Frances Tiafoe.
A duração extrema da programação noturna gerou questionamentos sobre a viabilidade do cronograma atual. Este foi o quarto dia da edição de 2026 em que as partidas se estenderam além das 2h da manhã, superando o recorde anterior de 2h50 estabelecido em 2022.
A ex-tenista Martina Navratilova criticou publicamente a organização do evento por meio de redes sociais, afirmando que a situação não é normal e que nenhum outro esporte iniciaria partidas às 23h. Em contrapartida, Ben Shelton destacou a resiliência do público nova-iorquino que permaneceu no estádio até o final do jogo.