Morre Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro, aos 61 anos
Pioneiro do surfe radical, Dadá Figueiredo revolucionou o esporte com manobras do skate e estilo autêntico.
Dadá Figueiredo (Fábio Minduim)
O surfista carioca Dávio Correia Figueiredo, conhecido como Dadá Figueiredo, faleceu no último sábado, 24 de outubro de 2026, aos 61 anos. O ex-atleta estava internado para tratar um quadro de pneumonia e não resistiu às complicações da doença.
Figura central do surfe nas décadas de 1980 e 1990, Dadá foi reconhecido por introduzir um estilo progressivo e radical nas ondas brasileiras. Ele ficou conhecido por adaptar manobras do skate, como batidas verticais e laybacks, ao repertório do surfe, rompendo paradigmas técnicos da época.
Além da trajetória esportiva, que incluiu o título de campeão carioca em 1989 e o reconhecimento como melhor freesurfer do Brasil em 1993, Dadá teve atuação marcante na música e no empreendedorismo. Foi baixista da banda punk Os Normais e fundador das marcas Anti-Fashion e Necrose Social.
A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) lamentou a perda em nota oficial, destacando que o surfista transformou a cultura do esporte no país com sua atitude autêntica e estilo punk, deixando um legado que inspirou gerações.
Nos últimos anos, Dadá Figueiredo dedicava-se à fabricação de pranchas e ao ensino do surfe em uma escola na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua vida e carreira foram retratadas no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, lançado em 2014.
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