Cameron Heyward critica uso da franchise tag na NFL
Defensor dos Steelers critica mecanismo de contrato da NFL, alegando que ele prejudica atletas e distorce o valor de mercado.
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O veterano defensive lineman do Pittsburgh Steelers, Cameron Heyward, manifestou forte descontentamento com a utilização da franchise tag na liga, classificando o mecanismo contratual como uma medida estúpida e prejudicial aos atletas.
Heyward, que também atua como membro do comitê executivo da Associação de Jogadores da NFL (NFLPA), argumentou que a ferramenta permite que as franquias obtenham vantagens indevidas sobre os jogadores por um período de um ano. Para o atleta, o sistema funciona de maneira retrógrada nas negociações, impedindo que profissionais de elite recebam valores condizentes com o mercado atual de suas respectivas posições.
A declaração ocorre em um momento de impasse nas negociações contratuais entre os Steelers e o cornerback Joey Porter Jr., que está em seu último ano de contrato de calouro. Como a equipe possui uma política interna de não realizar renovações após o início da temporada regular, o jogador corre o risco de ser alvo da etiqueta na próxima intertemporada caso não chegue a um acordo prévio.
Para ilustrar sua crítica, Heyward citou a disparidade entre o valor da franchise tag para cornerbacks em 2026, que ficou em pouco mais de US$ 21 milhões, e os valores praticados no mercado aberto, mencionando como exemplo o contrato recente de US$ 135 milhões por quatro anos assinado por Christian Gonzalez. O veterano defende que, se um jogador está no topo de sua posição, a remuneração deve refletir esse status de forma justa.